segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

"A Revolta do Escravo"

Tentou degrenir os meus olhos.
Deixou-me sozinho neste lugar.
Rezei-lhe em vez de lutar.
E agora o que me resta?
Os cegos olhos!

Perpétuo rebeldia com motivo absolutamente nenhum.
Agora tombarei-vos um a um...
Negaste-me quando era jovem.
Agora tratarei-te como me convém.

Disseste que eu era um verme.
Agora serei sempre o verme na tua maçã.
E não esperes piedade para ti e para a tua irmã!
Não tenho culpa que seja uma cabra inerme.

Eu tenho a minha gravata de vilão.
E tu tens o teu nome no caixão.
Perpétuo rebeldia com motivo absolutamente nenhum.
E vou fazer isto só para quebrar o meu longo jejum.

Dizes moda, não seguir...
Digo sapos, não engolir...
Eu sei o que sou e o que quero dizer.
Não te faças de surdo para não entender.

No fim estarás esticado no enlameado chão...
E eu ajoelhado perante o teu sofrimento.
Vou arrancar-te o coração
E vou saborear o momento.

O Aprendiz tornou-se superior ao Mestre.
Sou um jovem brilhante.
Enquanto tu não passas de um velho equestre.
Humilhaste-me, agora saberás o que é "Humilhante"

Qualquer tentativa de evasão será cancelada.
Não terás como escapar á minha caçada.
Perpétuo rebeldia com motivo absolutamente nenhum.
E jamais sentirei medo algum!

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